Comer, Rezar e Amar.

Hey!

Segue um livro, e filme também, maravilhoso que você não pode deixar de ler ou assistir. Coloque na sua lista. Muita gente, ou melhor dizendo, muitas mulheres se identificam com esse filme por se sentirem na mesma posição que a Liz:

 

Resenha: Elizabeth é uma mulher cansada de seu casamento. Sua vida desmorona quando ela descobre que quer divórcio e seu marido se recusa a assinar os papéis, pois ainda a ama. Culpada por morar de favor e por largar seu marido apaixonado, Liz se despreza. Ela embarca num namoro com um cara mais novo, um ator que trabalhou em uma peca que ela escreveu. A convivência dos dois se torna turbulenta e ela se vê separada , fora de sua casa. Exausta de si mesma, de sua vida e de seus relacionamentos desastrosos, Liz embarca em uma viagem de um ano à Itália, Índia e a Bali. Na Ítalia, ela descobrirá seu apetite, além de se deliciar com as belas paisagens. Sem medo de calorias, Liz descobre o quanto vale uma boa comida e estar bem com si mesma. Na Índia, Liz aprende a rezar, a meditar, onde finalmente se descobre, perdoando seus erros e suas atitudes que considerou erradas. Em Bali, ela retorna para um senhor que preveu que seu casamento acabaria e ela retornaria em um ano para lá. Ele a ensina tudo sobre o equilíbrio. E ela finalmente se encontra.

O que esse filme nos ensina?

Muita das vezes baseamos nossos relacionamentos como foco principal da nossa vida. E quando a fase ruim do relacionamento chega, nos questionamos se estamos realizando tudo que um dia sempre sonhamos. Muita das vezes, nem nos encontramos ainda, não definimos quem somos de verdade e não sabemos em qual lugar realmente gostaríamos de pousar. Nos entregamos a sentimentos impulsivos e nos esquecemos de avaliar com calma nossa existência.

“É melhor viver o seu próprio destino de forma imperfeita do que viver a imitação da vida de outra pessoa com perfeição.” (Comer, Rezar e Amar)

A busca por nosso equilíbrio interno é uma jornada sem fim, a cada dia que passa nos encontramos mais e descobrimos novas versões de nós.

Apesar de ser evidente que ela não estava preparada para aquilo, Liz relutava quanto ao que poderia fazer. Afinal de contas, não era fácil desistir de uma vida “perfeita”, uma vida completamente de acordo com os padrões esperados. Depois de muito lutar contra seus próprios desejos, Liz finalmente se separa. Seu divórcio é extremamente doloroso e em meio a este turbilhão ela conhece David e, imediatamente, se apaixona.  Mas, Liz não estava vivendo um bom momento e acaba despejando todas as suas expectativas e carência sobre ele. A relação tornou-se obsessiva e ele foi se distanciando a cada dia.

Por fim, no auge de seu desgaste emocional, Liz recebe uma proposta de trabalho: uma viagem para Bali para escrever uma matéria sobre as pessoas que vão até lá, nas férias, para praticar ioga. Nesta viagem, ela conhece um xamã, Ketut Liyer, que lhe convida para morar por quatro meses na Indonésia. A história parece simples, mas todo o processo de redescobrimento de Liz, da percepção de suas falhas, do perdão que ela precisa aprender a oferecer, principalmente a si mesma, tocam fundo no leitor e, acompanhando sua jornada, passamos também por um processo de amadurecimento. Em vários momentos, ela se sentirá sozinha, mas reconhece que, às vezes, somente a solidão nos dá a perspectiva necessária para continuar. E em uma sociedade ainda tão padronizada quanto a que vivemos, é maravilhoso ter o exemplo de mulheres que simplesmente não se encaixam, que não possuem os mesmos sonhos da maioria e que não se conformam com a infelicidade.

Conforme a Liz, tenta se encontrar, você como leitor acaba aprendendo a se curar junto. Segue então algumas frases inspiradoras:

“- Selecione seus pensamentos como seleciona suas roupas todos os dias. Cultive esse poder. Quer controlar sua vida? Comece pela sua mente. Se não dominar seu pensamento, sempre sofrerá.

– Eu estou tentando.

– Esse é o maldito problema. Pare de tentar. Entregue-se“.

 

Eu pensava que deveríamos ser “infelizes” juntos pra poder sermos felizes. Considere prova de quanto eu te amo ter passando tanto tempo tentando fazer a ideia dar certo. Mas, outro dia, ouvi uma história incrível, chama-se: o Augusteum. Otaviano Augusto o construiu para abrigar seus restos mortais. Vieram os bárbaros, e foi demolido, com o resto. Como Augusto, o primeiro grande imperador de Roma, imaginaria a queda de Roma e de todo o mundo como ele conhecia? Na idade das trevas roubaram as cinzas do Imperador. No século 12, foi uma fortaleza, depois, uma arena de touros, mercado de muambas. Hoje é banheiro de mendigos. É conhecido como um dos lugares mais sossegados e solitários de Roma. A cidade cresceu ao seu redor ao longo dos séculos. Como uma ferida, um coração partido ao qual você se apega pois a dor é boa, todos queremos que as coisas permaneçam iguais, vivemos infelizes com medo que uma mudança estrague tudo. Aí, eu lembrei da história daquele lugar, o caos que ele suportou, o modo como foi adapto, queimado, abandonado, devastado e construído e me tranquilizei. Talvez minha vida não tenha sido tão caótica. O mundo que é,  e armadilha é nos apegarmos as coisas. A ruína é o caminho que leva à transformação. Devo estar, devemos estar preparados para as intermináveis ondas de transformação. Nós dois merecemos mais do que ficar juntos por medo de sermos destruídos não ficando”.

 

Se você tiver medo, o outro vai ter medo também, se você jogar, o outro vai jogar também até porque ninguém joga sozinho. E eu ganhei uma lição hoje, de saber que, quando se gosta de alguém a melhor coisa a se fazer é ser honesto com os nossos sentimentos. Gostar de alguém é como estar em um barco: nós sabemos que aquele barco pode afundar a qualquer momento e se ele afundar nós temos que ter boias e saber nadar. Mas se o barco não possui buracos e está perfeito. por que pular fora antes da hora? Não permita que o medo de sofrer faça com que você se sabote. É como se você mesmo virasse o barco só porque acha que ele pode afundar um dia.

Se fazer de difícil, ignorar, dizer que é descolado somente para fazer o outro se interessar pode até dar certo inicialmente, mas isso não terá sustentação. Jogo é apenas disfarce. No fundo, o que você realmente sente estará gritando dentro de você. Talvez os outros não ouçam, mas você ouvirá. E o principal: não se colhe amor plantando indiferença. O cara pode correr atrás de você porque você o esnobou, mas o que está o atraindo não é você realmente é, e sim, a sua aparente indiferença.

Vocês não precisam provar nada para ninguém, não precisam disfarçar sentimentos, nem guardar aquele “eu te amo” que não quer calar. Não precisa esperar para ligar pra ela no dia seguinte, não é necessário aguardar 7 minutos para não responder imediatamente a mensagem dele. Porque adiar,uma felicidade, quando se pode ser feliz aqui e agora?

Relacionamento nunca foi e nunca será um jogo. Relacionamento é troca, é companheirismo e parceria. Se for pra jogar, vocês devem jogar no mesmo time, um cobrindo o outro quando necessário. O goleiro e o atacante têm funções diferentes dentro do time mas o objetivo é o mesmo: ganhar. Porque em se tratando de amor, a gente precisa é de um companheiro e não de um adversário.

LESSE, Thayane.

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